Blogando
Estréia do Blog: "O Bater de Asas"
| 14/09/2004 |
15/09/1978. Amanhã mais um aniversário. Não estou muito animado com ele não (vai ser o pior de todos os tempos). Amanhã escrevo como foi. Por hoje vou tratar de outro assunto. Madrugada de 13 para 14/09, pouco mais de duas horas da matina. Mais uma noite de insônia preocupado com emprego, contas a pagar, dinheiro e vestibular. Resolvo ler um livro intitulado "Rumo a Liberdade" de Giselda Laporta Nicolelis que fala sobre um garoto de 10 anos que mora com a mãe e com o avô (o pai tinha falecido tempos atrás) e ganha um pássaro que estimação do avô. Filhote ainda, 3 dias de nascido, o pássaro se alimenta nas mãos do garoto e assim o acompanha até a fase adulta. O garoto que não tinha amigos passa a ser notado na escola por levar o pássaro (seu inseparável companheiro) o que o leva a fazer amizade com pesoas. Até que ao levar o pássaro para um passeio o mesmo decide ir embora (vale salientar que o pássaro nunca teve suas asas cortadas porque o garoto respeitava a liberdade de escolha de qualquer ser vivo). O garoto aprende que os amigos "batem asas" e seguem caminhos distintos. Mas o que isso tem a ver comigo??? Minha mãe também partiu "antes do tempo", fui morar com meu querido pai (que até então era um desconhecido pra mim e continuou sendo desconhecido quando eu morei com ele) e resolvi "bater minhas asas". Percebi que meu pai deixando eu partir, mesmo sabendo lá no fundo da alma que aquilo não seria o melhor para mim no momento, nunca havia cortado minhas asas. Tal como o garoto meu pai cuidou e cuida de mim sem esperar muito em troca pois cuidar por amor não requer nada em troca. Me retiro por aqui deixando lembranças a meu irmão Alan Vinicius que está cada dia mais fofo e inteligente. Fico feliz ao perceber que ele me reconhece quando nem eu mesmo me reconheço (talvez apesar de nos vermos pouco em termos de quantidade me dou ao máximo quando estou com ele, talvez ele perceba apesar de seus 1 ano e alguns meses de idade). Lembranças também a Margô por cuidar muito bem de meu pai e meu irmão (cuida melhor de meu pai do que eu e minha irmã, muito obrigado mesmo). Maninha, a casa ficou mais vazia sem você. Sinto saudades.
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